segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O meistre arquivista – Conhecendo Patrick Ramos



Ao primeiro contato, achei que arquivologia fosse alguma matéria destinada à formação de meistres na Cidadela em Vilavelha, Westeros, acrescentando mais algum elo ao colar desses sábios da idade média. Logo imaginei um homem de barba branca guardião de registros, livros e documentos contendo feitiços mágicos e os segredos mais importantes do reino, afinal, essas coisas devem ser guardadas com cuidado, mas não. O Patrick – nada de relacionar com o Bob Esponja, sejam originais – que tem 21 anos, mora na capital brasileira, cursa arquivologia na UNB e trabalha para o Senado Federal na parte de arquivo digital, descobri – só se ele tentou esconder que está estudando para meistre – disse-me que o arquivista é um gestor logístico de informações.
Ele também é fã de Tolkien – não daqueles xiitas – e ao contrário da maioria dos fãs de Tolkien, leu todos os livros do autor, menos O Senhor dos Anéis. Ele é fã, também, de George R. R. Martin. E parece não haver nenhum problema a mesma pessoa gostar dos dois autores ao mesmo tempo, no mesmo lugar no espaço e sem que isso possa desiquilibrar a harmonia do universo. Exceto, talvez, se um dia o lado que gosta de Tolkien quiser matar o lado que gosta de Martin, mas acredito que não.
Uma das suas maiores aventuras não foi na Terra Média, sim em São Paulo, quando quase foi ao Rock in Rio. Por não conseguir comprar o ingresso, acabou indo ao show do System of a Down, um dia antes do início do Rock in Rio. E, a julgar pelas bandas e grupos que o evento tem trazido, acho que ele saiu ganhando na troca. Ele também já fez um mochilão no Peru e teve que dormir no aeroporto de Lima, encolhido num canto (esse aí da foto) junto com os amigos, sob um frio de 5º.
Então, se você quiser conhece-lo um pouco mais, pode adicioná-lo ao facebook, ao skoob ou ao Instagram. E aproveitem para ouvir a voz do Patrick, recitando Tolkien:

É que da bem-aventurança e da alegria na vida há pouco a ser dito enquanto duram; assim como as obras belas e maravilhosas, enquanto perduram para que os olhos as contemplem, são registros de si mesmas; e somente quando correm perigo ou são destruídas é que se transformam em poesia. [Silmarillion, J. R. R. Tolkien]

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